terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Do meu mundo, da inteligência e dos espectros de emissão

Já é noite aqui no meu mundo.


Não posso reclamar desse meu dia. Nada de ruim me aconteceu, até agora. Não, isso não é uma neurose. Mas, todos gostamos quando, mesmo que nem tudo dê certo, pelo menos que não dêem errado. Algo não tão legal me aconteceu ontem mesmo. Meus dados não estavam consistentes. Poxa vida, venho trabalhando a tempos, mas não foi desleixo meu. Os dados iniciais do meu trabalho já vêm errado "de fábrica". Quer dizer, o bendito do satélite que uso pra saber as altitudes da região não é lá tão preciso, muito menos a hidrografia mapeada pelo governo. Fazer o que? Erros inerentes ao processo. É assim que se trabalha na área acadêmica. Corrigindo os erros que se pode, mas aceitando alguns deles... Fato é que minha hidrografia não fala muito bem com os dados do satélite. Tenho que pensar agora. Aff, pensar é chato, mas vou fazer pra me sentir inteligente depois.[sic]


 Essa questão de inteligência é algo interessante. A maioria insiste em dar o 'título' de inteligente àquele indivíduo ou 'indivídua' que manja muito de fazer conta, ou mexe com umas 'coisas meio doidas' (lê-se equações e/ou funções) ou até mesmo que é doido(a). Resumindo, inteligente seriam os caras da exatas. Ora, eu sou das exatas e por isso tenho conhecimento de causa pra escrever o que se segue. Pra você entender meu conceito de inteligente, saiba primeiro que pra mim o Silvio Santos, por exemplo, é um gênio. Mais nomes: Ed Motta, Tom Jobim, Gonzaguinha e correlatos. Não é só questão de talento inato, é pura inteligência. É saber usar o cérebro pra coisas que não são fúteis. Pronto, de uma maneira natural acabou de surgir meu primitivo conceito de inteligência. Mas se é pra escolher algum dentre os inteligentes, eu escolho o que sabe argumentar, trabalhar conceitos. Esse, por sinal, é mais próximo das ciências humanas que de qualquer outra ciência. Para mim, um gênio 'das humanas' tem mais valor que um gênio 'das exatas'. Exatamente porque, na maioria das vezes, o que tem raciocínio lógico-matemático avançado não se presta a ler bons livros e se debruçar sobre o pensamento humano. Talvez isso se dê a partir da nossa era, a era tecnológica. Cada vez mais, estamos trabalhando em áreas tecnologicamente avançadas e específicas, deixando de lado o estudo dos conceitos, tão bem manipulados pelos 'caras das humanas'. Antigamente, até onde meu fraco conhecimento histórico pode inferir, a realidade era outra. Não havia separação. O mesmo que postulava na matemática estava filosofando e lançando bases importantes para Física ou Química e até mesmo na sociologia, economia etc. Hoje os engenheiros, matemáticos, químicos, biólogos, físicos e companheiros afins saem de uma universidade 'bitolados', isto é, lhes interessa apenas a sua 'área' de atuação, e nada mais. Não se trata de querer possuir conhecimento vertical de toda a natureza, incluindo a natureza imaterial do ser-humano. Se trata de entender horizontalmente cada parte desse nosso mundo e até de nós mesmos, não lhe impossibilitando de mergulhar a fundo num tema que lhe apraz. Uma mente que se prende a apenas aquilo que gosta, de uma forma muito específica, limita-se no seu mundinho.


Mas, acredito que uma ser humano possa desenvolver-se cognitivamente de uma maneira completa ao fazer a junção do seu raciocínio lógico-matemático com a habilidade de desenvolver e discutir conceitos. E nesse ponto é interessante o que vou falar. Um indivíduo 'das exatas' tem muito mais chance de desenvolver seu lado humanístico do que o 'das humanas' desenvolver habilidades matemáticas mais apuradas. Infelizmente, os gênios matemáticos se perdem tanto na sua soberba que desprezam qualquer outro tipo de conhecimento em outros temas. Ou talvez, os 'humanos' [sic] se fecham tanto no seu medo e repúdio pelas ciências exatas que tornam-se mentalmente incapazes de aprendê-la. Não sou Freud, mas se fosse trataria logo de juntar alguns pacientes pra estudar esse tipo de fenômeno.


Na verdade, não sei se tudo isso realmente é assim, ou se é apenas uma percepção do meu mundo, que é bem pequeno. Enfim...

Fato é que o meu dia foi tão vazio de coisas que resolvi falar do que veio à mente agora. Mas, lembrei de algo. Hoje, estavamos eu, o Israel e o Diego (colegas da univ.) bolando um modelo de camisa pra nós usarmos na facul. A idéia é utilizar os espectros de emissão dos elementos urânio, flúor e bário, cujas siglas na tabela periódica formam a sigla da universidade: U F Ba. [risos]


Só pra ter uma idéia, veja abaixo o espectro de emissão do Urânio:


 Figura 1 - Espectro de emissão do Urânio.

Pois bem, vão ser 3 desses...

Praticamente já terminamos o projeto elétrico (eu e o Samuel). Agora, falta o de água fria. Já dei uma lida no assunto e retomei esse texto agora, umas 3horas depois de tê-lo começado. Quero que chegue logo dia 27 pra eu poder pegar livro na biblioteca. Fiquei quase o semestre inteiro sem poder pegar livro [multa][risos]. Tenho que terminar os resumos de 7 capítulos para a disciplina de Economia. É assim que vou terminar a maioria das disciplinas para poder acabar o semestre antes e poder viajar. Aliás, explico agora essa passagem. A universidade ficou paralizada uma porrada de meses. Foram atrasaram os semestres subsequentes. Assim, vou ter que me mudar antes do semestre aqui terminar.

Bom, já está quase na hora de durmir. Não sei o por que, mas tenho sono de dia e falta de sono à noite. Não é insônia, porque se eu deitar eu durmo, mas é falta de disposição para durmir, se é que isso existe.

See ya! fui...